05 fev Tráfego pago: retail media e mídias emergentes em 2026
🚀 Tráfego pago em 2026: retail media e mídias emergentes no Brasil
Para vencer a corrida por atenção, muitas empresas B2B continuam investindo em redes sociais e buscadores. Mas uma nova fronteira de tráfego pago está em ascensão: o retail media e outras mídias emergentes. Este modelo permite anunciar diretamente em plataformas de varejo, conectando dados de compra com exposição de marca, além de integrar canais físicos e digitais. Neste artigo você entenderá por que essa tendência está ganhando força no mercado brasileiro e como sua empresa pode sair na frente.
O que é retail media e por que ele desponta como tendência
Retail media é a publicidade veiculada dentro de ambientes de varejo – marketplaces, apps de e‑commerce e até telas em lojas físicas. O formato transformou‑se rapidamente em motor da publicidade digital: na América Latina, o investimento deve saltar de US$ 1,84 bilhão em 2024 para US$ 5,45 bilhões em 2028, e o Brasil é um dos principais impulsionadores dessa expansão. Segundo um estudo recente da MMA Global (Marketing & Media Alliance), cerca de 70 % dos profissionais de marketing pretendem anunciar em retail media nos próximos 12 meses e 36 % já destinam entre 6 % e 10 % do orçamento ao canal. Ao conectar dados de compra com anúncios contextuais no momento da decisão, o retail media entrega campanhas mais assertivas tanto em e‑commerce quanto em lojas físicas, tornando‑se um canal pouco explorado por aqui, mas com grande potencial.
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Inteligência artificial e automação: o novo coração do retail media
O uso de algoritmos avançados será a base das campanhas de retail media em 2026. A automação em tempo real identifica padrões de comportamento, ajusta lances e segmentações e toma decisões com base em dados. Plataformas de retail media trabalham com first‑party data – dados coletados diretamente pelos varejistas –, permitindo criar audiências ricas e personalizadas. Essa inteligência de dados deixa de ser diferencial e se torna requisito básico: marcas que empregarem IA para otimizar criativos, segmentações e ajustes de orçamento sairão na frente na disputa por espaço nas prateleiras digitais.
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Omnicanalidade e DOOH: integração físico‑digital em alta
Uma das tendências mais poderosas é a fusão entre retail media e mídia out of home digital (DOOH). Novos formatos de OOH, como telas digitais dinâmicas, registram até 15 % mais visualizações e 42 % mais engajamento em relação aos outdoors tradicionais. Esses painéis ajustam o conteúdo conforme clima, horário e fluxo de pessoas, criando experiências imersivas e personalizadas. No varejo físico, telas em gôndolas e totens interativos passam a fazer parte da mesma jornada que anúncios no aplicativo ou no site. Estratégias omnichannel conectam o físico ao digital com QR codes, sensores e campanhas interativas, garantindo mensagens consistentes em todos os pontos de contato e transformando o OOH em um canal mensurável e orientado por dados.
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Dados próprios, privacidade e o mundo sem cookies
O avanço da privacidade digital torna o uso de first‑party data essencial. No retail media, as plataformas utilizam dados de compra e navegação coletados pelo próprio varejista, respeitando consentimento e transparência. Estudos mostram que 92 % dos profissionais consideram que o uso de dados proprietários aumenta a efetividade das campanhas, inclusive para awareness. A eliminação de cookies de terceiros reforça a necessidade de construir bases de dados ricas e manter a confiança dos clientes. Para as empresas B2B, é a oportunidade de investir em programas de fidelidade, captura de zero‑party data (informações fornecidas voluntariamente pelo usuário) e alianças estratégicas com marketplaces que ofereçam audiências qualificadas.
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Full‑funnel e novos formatos: CTV, vídeos e incrementalidade
Se antes o retail media era associado apenas à conversão, em 2026 ele se torna um canal full‑funnel. Plataformas de varejo estão investindo em formatos de Connected TV (CTV), mídia programática off‑site e vídeos integrados aos ambientes de compra para construir awareness e consideração. Dados indicam que Retail Media Networks podem gerar resultados 1,8 vez superiores aos anúncios digitais tradicionais e quase 3 vezes melhores em intenção de compra. Integrações de DOOH com campanhas digitais elevam o uplift de vendas em até 5 % quando combinam exposição no ponto de venda e mídia programática. Para avaliar o real impacto dessas ações, medir incrementalidade e brand lift passa a ser obrigatório, substituindo métricas superficiais como cliques.
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Agentes de IA e GEO: a nova fronteira de busca e compra
Outra inovação que promete sacudir o mercado é o agentic commerce. Assistentes autônomos alimentados por IA já pesquisam, comparam e compram produtos em nome do consumidor. Para aparecer nessas escolhas automatizadas, marcas precisam otimizar conteúdo e dados para Generative Engine Optimization (GEO). Isso significa estruturar atributos e descrições de produtos de forma que os modelos de linguagem compreendam e recomende sua oferta. Quem não estiver preparado para essa nova camada de decisão perderá visibilidade tanto para consumidores humanos quanto para algoritmos que intermediam as compras.
Como aplicar essas tendências no B2B
Para explorar o potencial do retail media e das mídias emergentes, siga algumas diretrizes:
- Escolha os marketplaces certos: invista em plataformas onde seu público está, como Mercado Livre, Amazon ou Magalu, e teste formatos on‑site e off‑site.
- Unifique dados e mensuração: integre CRM, ERP e fontes de varejo para criar audiências robustas e medir incrementalidade, lifetime value e brand lift.
- Aproveite DOOH e CTV: combine telas digitais em pontos de venda com campanhas programáticas e vídeos em smart TVs para cobrir todo o funil.
- Crie conteúdo para IA: otimize descrições e fichas de produtos para assistentes de compra e invista em conteúdos profundos que alimentem modelos generativos.
- Teste e iterar: adote testes A/B contínuos de criativos e segmentações, usando IA para ajustar lances e mensagens em tempo real.
- Proteja a privacidade: colete dados com consentimento e comunique claramente como eles serão usados, reforçando a confiança do cliente.
Conclusão: inovação agora garante vantagem competitiva
Retail media, mídias digitais out‑of‑home e IA estão remodelando o tráfego pago. Ao integrar dados proprietários, tecnologia e criatividade, as empresas B2B podem construir jornadas completas, do awareness à conversão, com mensuração precisa. Adotar essas tendências agora permite aproveitar um canal ainda pouco explorado no Brasil e se diferenciar em um mercado cada vez mais competitivo. A hora de experimentar novas mídias e preparar sua marca para a era dos agentes de IA é agora.
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